A música pode ser usada de diversas formas como tratamento: desde a simples música ambiental constante, passando pela audição individual ou grupal, ou então no ambiente de centros de terapia, associada a tratamentos clínicos ou a outras técnicas como a cromoterapia, a aromaterapia, bioenergética, a reflexologia, a ioga, a meditação, a alimentação natural, a ginástica e a dança.
A musicoterapia também tem sido associada a várias formas oficiais de tratamento, em particular à psiquiatria, à fisioterapia e à medicina psicossomática.
Na França, um dos países pioneiros nos estudos de musicoterapia, foi criado um Centro de Pesquisas e Aplicações Psicomusicais, cujos terapeutas sistematizaram a terapia musical em dois grandes grupos:
A musicoterapia passiva, em que o paciente apenas ouve a música especifica para seu tratamento;
A musicoterapia ativa, em que o paciente passa a tocar um instrumento, em grupo ou isoladamente, segundo suas necessidades terapêuticas.
Em ambos os casos, a musica ou o conjunto de peças musicais utilizadas no tratamento são escolhidas após entrevistas que definem os diagnósticos e as técnicas mais adequadas.
Com base na experiencia do Centro de Pesquisas e Aplicações Psicomusicais, o efeito de determinadas músicas sobre pacientes com doenças nervosas foi dividido em quatro grandes grupos:
Efeito Relaxante
Hino ao Sol, de Rimsky-Korsakov
Sonho de Amor, de Liszt
O lago dos Cisnes, de Tchaikovsky
Fantasia e Fuga em Sol Menor, de Bach
Serenata, de Schubert
Largo, do Xerxes, de Haendel
Efeito de Tranquilidade Profunda
Ave Maria, de Schubert
Rêverie, de Schumann
Canção da Índia, de Rimsky-Korsakov
Suite em Ré Maior, de Bach
Efeito Tonificante
Abertura da Aída, de Verdi
Sinfonia Nº 5, de Dvorák
A Grande Marcha, do Tannhauser, de Wagner
Judeus, da ópera de Fausto, de Gounod
Efeito de Exaltação e Estimulação
Serenata, de Toselli
Adagio, de Albinoni
Daphnis et Cholé, de Ravel
As Criaturas de Prometeu, de Beethoven
Réquiem, Opus 48, de Fauré (parte final).
Extraído da Coleção: Medicina Natural, Vol. Musicoterapia, Geoterapia, Fisiognomia, pág. 13, Dr. Márcio Bontempo, Nova Cultural, Círculo do Livro, 1982.

Deixe um comentário